Nota: 3,5
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Nota: 3,5
Um Homem Sério
O novo exemplar dos irmãos Joel e Ethan Coen (“Onde os Fracos Não Tem Vez”, “Queime Depois de Ler”) é uma mistura de filme “tudo dá errado na vida do protagonista” com “homem levado a loucura”. O coitado em questão é Larry Copnik, um professor de física casado e com dois filhos. Tudo ocorre normalmente na classe média até que sua mulher diz que tem um amante e quer o divórcio. Esse é o primeiro passo para tudo desabar.Ao invés de criar uma história em que o personagem tem um “dia de fúria”, os diretores e também roteiristas preferem deixá-lo como um covarde que não faz nada para sair da pior, optando apenas em se aconselhar com rabinos. A estratégia pode até soar interessante mas não é bem executada. O ritmo do longa-metragem é lento, muitas cenas não levam a lugar algum e para variar a narrativa não é completada, ou seja, termina sem encerramento ou moral.
Um Homem Sério” é mais um filme dos Coen que deixa o público frustrado. O melhor do projeto é Michael Stuhlbarg (praticamente idêntico ao Joaquim Phoenix), que interpreta o personagem do título e tem um desempenho muito convincente. Fora isso, o longa-metragem encontra-se perdido e devendo muito em qualidade para os ótimos exemplares do Oscar deste ano.
Nota: 3
Uma Mãe em Apuros

Vendida como comédia, a produção engana quem está à procura de um passatempo divertido no estilo de “Um Tira no Jardim de Infância” ou “Operação Babá”. Praticamente um drama, o filme observa Uma Thurman sempre descabelada, suada e quase tendo um infarto orque tudo resolveu dar errado. É difícil acreditar que todos os dias de sua vida são assim. As situações são tão estressantes e fora do comum que a lei de Murphy certamente foi aplicada com rigor para sacanear a personagem.
“Uma Mãe em Apuros” ao invés de tratar o assunto de forma verdadeira ou com humor, prefere criar acontecimentos forçados para tentar afirmar que as mães urbanas são “heroínas”. O exagero está presente nas atitudes inconseqüentes de Eliza como, por exemplo, quando ela resolve colocar na internet que sua melhor amiga se masturba com os brinquedos do filho ou então quando ela discute com os vizinhos por não ter tempo de limpar da calçada as necessidades do seu cachorro ou ainda quando briga no trânsito porque ela está trancando a rua e não quer sair.
Seguindo nessa linha, as demais situações também são sofríveis e pouco reais. O roteiro utiliza o recurso da personagem ter um blog para poder desenvolver os seus conflitos de “jovem mamãe”. Essa técnica foi incorporada com êxito no seriado “Sex and the City” e até mesmo no recente filme “Julie & Julia” – porque são elementos vitais para o andamento da narrativa. Aqui, é uma preguiça do texto que prefere trabalhar os problemas através de narrações tediosas. Para completar o acúmulo de insatisfações, ao término, tudo se encaminha para o clássico “final feliz” renunciando os problemas que Eliza vivenciou pouco tempo antes. Tenha dó.
Nota: 2
Cold Souls

O plot é bastante curioso. A desvantagem é que a narrativa lenta não apresenta novos atrativos e passa a encontrar dificuldades na tentativa de sustentar o seu argumento principal. “Cold Souls” tinha uma idéia original, mas morre na praia porque não consegue ser tão ousado e inventivo quanto seu desenvolvimento inicial.
Nota: 3,5
O Amor Acontece

Aaron Eckhart interpreta um homem que perdeu a esposa em um acidente de carro e, para amenizar a sua dor, decidiu escrever um livro sobre o assunto. Ao contrário do que planejava, seu livro se torna um best-seller e ele começa a dar palestras motivacionais. Em um desses encontros, ele conhece a personagem de Jennifer Aniston, uma florista independente à procura de um novo amor.
O filme leva quase duas horas para chegar na cena que exemplifica justamente o que o título diz. Não é óbvio? O problema é que no caminho somos obrigados a aturar as insuportáveis palestras de superação dadas pelo personagem masculino e o seu trauma com a morte da esposa. Ainda pior são os conflitos sem sentimentos, os diálogos pobres, o romance sem química e alguns momentos forçados de emoção. Assim, é fácil certificar que, ao menos, “a diversão do espectador não acontece”.
Nota: 3
Bill

A história de superação é tão batida que em nenhum instante chega a empolgar. Bill é estúpido demais e, ao invés de causar identifiacação com o personagem, o público se sente incomodado com sua presença. Mesmo com um bom elenco, não há atuação de destaque. O alívio vem com Lornam Lerman, que interpreta o garoto sob tutela de Bill, ele é o único a movimentar a trama. Quem sabe seu personagem não renderia um filme melhor, já que conhecer Bill é uma chatice.
Nota: 3,0
Não Quero Ser Grande

Não Quero Ser Grande é uma comédia sem graça, sustentada apenas pelos bons atores. John Heder de Napoleon Dynamite permanece com sua galeria de personagens esquisitos, a medida que Diane Keaton repete seu papel de Minha Mãe Quer Que Eu Case. Jeff Daniels e Anna Ferris saem ganhando por fora com personagens coadjuvantes bem mais interessantes.
Coincidência ou não, Mama´s Boy apresenta praticamente a mesma trama de outro recente longa-metragem, Em Pé de Guerra. Na luta, o segundo sai vencendo. Esse aqui é uma perda de tempo. O roteiro sem novidades e entulhado de estereótipos já explorados aos montes no cinema não chegam a conseguir nem um sorriso amarelo.
Faltou comentar: QUE TÍTULO INFELIZ!
Nota: 3,5
Eu e as Mulheres

Em Eu e as Mulheres, não há nada de novo. É a mesmice das comédias românticas encenada mais uma vez. O acúmulo de clichês é interminável, começando pela história batida: jovem roteirista leva fora da namorada e decide visitar sua avó doente em uma cidade do interior. Lá, ele faz amizade com a vizinha da casa da frente e suas duas filhas; e a partir daí mistura amor, compaixão e amizade, sem saber lidar com seus sentimentos e com as mulheres que aparecem em sua vida.
Nota: 3

