O Casamento de Rachel


Após os sucessos “O Silêncio dos Inocentes” e “Filadélfia”, o diretor Jonathan Demme passou uma boa fase de sua vida dedicando-se aos documentários. O retorno mais expressivo ao campo da ficção veio com este belo filme independente, no qual ele prova que não adianta tentar ser alternativo demais quando a base do roteiro são os relacionamentos e sentimentos amorosos. Filmes como “A Lula e a Baleia” ou “Margot e o Casamento” trabalham com temas do cotidiano, mas pecam quando criam diálogos e situações fora do comum, deixando o contato com o público em segundo plano.

Na trama, Kim (Anne Hathway) é liberada da reabilitação durante o final de semana para participar do casamento da irmã. Depois de permanecer um ano internada, essa é sua primeira chance de encarar a família novamente. Os conflitos não demoram a surgir, mas o hábil diretor e sua brilhante roteirista, Jenny Lumet, conduzem este drama sem nunca cair no lugar comum.

O ambiente do filme é totalmente acolhedor, gerando a empatia do público com os persongens e seus problemas. A gravação realizada em câmera de mão dá maior veracidade aos acontecimentos, enquanto as atuações de Hathway e Rosemarie DeWitt faíscam na tela. “O Casamento de Rachel” é, sobretudo, verdadeiro.

Nota: 9

3 comentários:

trinituga disse...

Fecilitaçoes! Proponho uma parceria entre os nossos blogues. Dá-me feedback para q seja mais detalhado acerca disso. Cumprimentos

pedro villar disse...

Filmaço!! Mais um que merecia muito mais o Oscar do que aquele filme sem graça q ganhou!!

chicoteando disse...

sabe que eu achei esse filme com cara de documentário? aquilo que falaste da câmera de mão me chamou atenção também. acho massa.

e esse é uma daquelas histórias que têm ótimo fechamento sem necessariamente te mastigar um final. muito bom.

tá. e só de ter a anne no elenco já tá ótimo. nota mil. (L) hehehe.

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