
O indiano que já dominou as bilheterias do mundo inteiro erra a mão em seu mais novo projeto. Se em Dama da Água, M. Night Shyamalan já não tinha se saído tão bem, em Fim dos Tempos o fracasso só não é retumbante devido ao roteiro. No longa de
Para evitar os tradicionais spoilers que sempre vazam quando o nome do diretor está envolvido, vale a pena apenas saber que uma onda de suicídios inicia na costa leste dos Estados Unidos e espalha-se pelo país. A busca pelas explicações seguram o espectador até o último segundo antes dos créditos finais.
O suspense não é tão chocante quanto é sugerido no trailer, mas as seqüências com mortes causam certo impacto. Aliás, as melhores tomadas são reveladas no trailer do filme, estragando muitas das surpresas. A trilha sonora prejudica demais a ambientação dessas cenas e o clima de tensão que poderia ser sufocante não é levado a clímax nenhum. As músicas insossas parecem que desandaram e não provocam sustos ou nervosismo.
Chama muito a atenção a péssima atuação dos atores, especialmente Zoey Deschanel. Apesar de linda, suas expressões soam forçadas, nem um pouco naturais, até mesmo sua cara de medo é apática. O ótimo Mark Walhberg é o único que se salva, e mesmo assim é uma de suas piores interpretações.
A culpa vai toda para o diretor. O argumento original perde força com o aparente cansaço do “dono” do filme. Classificado por Shymalan, como um “filme B assumido”, Fim dos Tempos possui caráter amador, mas é de seu relaxamento. Para curtir ao máximo, pode-se tentar deixar de lado essa lista de fatores e embarcar na idéia do filme. Sem avaliar o potencial da epidemia realmente acontecer, ainda assim dá para se divertir.
Nota: 7,0
2 comentários:
Vi ontem. Me diverti.
Eu tava pensando em ir assistir, mas só pelo fato de ser o único filme legendado em cartaz em Pelotas no momento porque nem o nome do filme tinha me atraído. Mas depois de ler tua matéria fiquei curiosa, acho q vou assitir.
Adorei teu blog, vou acessar sempre.
Bjokss
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