Amantes


Faz quatro meses que Leonard voltou a morar com os pais. Apesar de ter mais de trinta anos, estes ainda o tratam como criança - isso porque ele recentemente foi abandonado por sua noiva, tentou se suicidar duas vezes e ainda descobriu que possui transtorno bi-polar, precisando de medicação constante. Durante o processo de recuperação ele conhece a filha do sócio de seu pai, Sandra, que revela estar interessada em um futuro amoroso com Leonard. Ao mesmo tempo, ele também passa a se relacionar com a vizinha do andar de cima, Michelle, e imediatamente se apaixona por ela. Sem poder firmar essa paixão, já que ela está envolvida com um homem casado, ele começa a namorar Sandra.

“Amantes” dialoga com o público sobre essas barreiras que impossibilitam o teste da felicidade idealizada, frustrando ou levando a atitudes extremas. A dor do personagem de Joaquim Phoenix contagia de forma crescente e a medida que seu personagem “sangra” na tela é possível sentir com maior intensidade as suas angústias. O clima pesado presente desde o início anuncia um final trágico, como em “Match Point” – aliás, ambos apresentam diversas semelhanças – mas é não bem o que acontece. O desfecho realista conclui a obra com maestria, provando ser uma história de amor adulta e que provavelmente deixará um gosto bastante amargo no espectador.

Nota: 8,0

1 comentários:

pedro villar disse...

Eu sei que faz muito tempo que comentaste esse filme, mas eu acabei de assistir. Tenho que te dizer, fiquei alucinado por ele. Me arrisco a dizer que é o melhor filme do ano. Joaquim Phoenix assombroso.

Cheguei a conclusão que eu adoro filmes melancólicos.

Postar um comentário