Avatar


Fã confesso de ficção científica, o diretor James Cameron vem tentando realizar sua obra mais grandiosa desde os meados da década de 90. Após o sucesso de “Titanic” parecia que “Avatar” finalmente ganharia a vida. O que atrasou a concretização foi o aprimoramento de uma tecnologia avançada suficiente para criar um ecossistema completo de plantas e animais, no qual um povo nativo com uma rica cultura e linguagem poderia soar verdadeiro.

A responsabilidade era grande para um dos filmes mais aguardados de todos os tempos, e o veredicto foi dado na estréia mundial da superprodução no dia 18 de dezembro de 2009. “Avatar” é uma experiência fantástica, de um visual deslumbrante e jamais visto na história do cinema. A tribo dos Navi´s, criada no sistema de captura de imagens semelhante ao de Gollum do “O Senhor dos Anéis”, imprime realidade absurda aos seres extraterrestres azuis e, quando os coloca interagindo com os humanos comprova sua perfeição.

O mundo criado por James Cameron é um universo impressionante, que mescla elementos gráficos de cair o queixo, como a variedade infinita de criaturas, com a densidade filosófica de crenças de um povo poderoso. O início do filme é justamente para apresentar essa civilização e seus costumes, e aos poucos, vão sendo introduzidas pinceladas da guerra que se anuncia.A longa duração do filme pode cansar o espectador, principalmente, pelos momentos arrastados no meio da produção. De tempos em tempos, as seqüências de ação movimentam a trama e retomam o ritmo acelerado. Essas cenas mais extasiantes remetem tranquilamente a um jogo de videogame e fica fácil imaginar como será o game baseado no longa-metragem.

Por mais que tente transmitir uma mensagem ambientalista e realizar um alerta sobre o futuro da Terra (podendo até gerar releituras para os dias atuais), “Avatar” é por essência um filme de aventura e sua intenção nada mais é do que proporcionar ao público uma experiência cinematográfica envolvente e de encher os olhos. O direcionamento ficou tanto na estética que o roteiro tornou-se apenas um subsídio para poder criar este mundo fantástico. Nesse sentido, precisaria de um leve tratamento no texto para torná-lo mais enxuto, deixando a adrenalina constante e elevando o projeto a um caráter mais poético.

“Avatar” é sem sombra de dúvidas uma evolução dentro das técnicas de efeitos especiais, porém ainda é cedo para considerar o filme revolucionário. Certamente, está longe de ser um novo “2001” ou “Star Wars”, como era a intenção do diretor. O custo de toda essa perfeição é tamanho que vai demorar bons anos para assistirmos uma produção como esta novamente. Por isso, compre seu ingresso e embarque na magia de James Cameron enquanto o filme está em cartaz. É difícil se arrepender.

Nota: 8

1 comentários:

Leonardo disse...

O filme é tri cansativo... meio que se perde nos efeitos visuais, deve ser legal ver em 3D!

P.S.: Os movimentos de câmera muito frenéticos tem dado enjôos e dores de cabeças aos que assistem!

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