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O Que Esperar Quando Você Está Esperando


Manual básico para qualquer casal grávido, o livro “O Que Esperar Quando Você Está Esperando” tornou-se um sucesso imediato, com mais de dez milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Tamanho êxito não passaria em branco por Hollywood, que encomendou uma versão para o cinema do best-seller escrito por Heidi Murkoff, Arlene Eisenberg e Sandee Hathaway. Um superelenco dá vida a várias histórias que retratam experiências dramáticas e divertidas com a gravidez.

O filme de Kirk Jones transforma as dicas do livro em cinco narrativas: Holly (Jennifer Lopez) quer muito adotar uma criança, mas seu marido (Rodrigo Santoro) possui dúvidas quanto à tarefa de ser pai, Jules (Cameron Diaz) é a estrela de um programa televisivo sobre emagrecimento e, de surpresa, fica grávida do atual namorado Evan (Matthew Morrison), Wendy (Elizabeth Banks) consegue engravidar após inúmeras tentativas, porém, ela perceberá que a gestação não será nada fácil, o sogro de Wendy (Denis Quaid) acaba de casar com a jovem Skyler (Brooklyn Decker), que está esperando gêmeos, e, por fim, Rosie (Anna Kendrick) envolve-se por uma noite com o sedutor Marco (Chace Crawford) e passa a esperar um filho dele.

O emaranhado de episódios, como de costume, apresenta seus altos e baixos. A melhor história é protagonizada por Banks, que abusa da comédia para mostrar como a gravidez pode ser massacrante. Em oposição, a trama que envolve Kendrick não é bem aproveitada, repercutindo em um romance sem graça e de pouca relação com a ideia central do filme. Nessa mesma linha, o núcleo envolvendo Diaz é completamente dispensável. Alguns momentos cômicos salvam a presença do enredo de Decker no projeto.

A parte que discute a adoção, protagonizada por Lopez e Santoro, oscila entre humor raso e cenas emocionantes, como aquela em que o casal encontra pela primeira vez a criança que será seu filho. O ator brasileiro destaca-se em um papel de relativa importância para a trama e apresenta um bom e convincente desempenho. Pena que ele participe de situações vergonhosas, como a do grupo de homens que se une para cuidar de seus bebês. Uma bobagem completa, principalmente quando Joe Manganiello entra em cena como um ganharão que todos veneram.

“O Que Esperar Quando Você Está Esperando” pode ser um guia literário bastante útil para os futuros pais, porém, como cinema não encontra essa relevância. É apenas um retrato pouco aprofundado e repleto de clichês sobre a gravidez. São poucos momentos que o salvam da completa inutilidade. O filme é recomendado para as plateias femininas e casais que estão vivenciado essa etapa da vida. Do resto, não vale tanto a espera por assistir.

Nota: 5,0

Martha Marcy May Marlene


Sabe aqueles filmes que são feitos para confundir e não explicar nada? É assim “Martha Marcy May Marlene”, produção americana lançada ano passado em circuito alternativo que tem como destaque a atuação de Elizabeth Olsen, a terceira irmã das gêmeas Mary-Kate e Ashley. Mistura de alucinação e realidade em uma trama que pode ou não estar invertida. Isso faz algum sentido? Não muito. O filme é um quebra-cabeças lento (leia-se muito lento), de momentos tensos e com uma história pesada.

O drama psicológico inicia quando a jovem Martha, interpretada por Olsen, foge de casa. Aos poucos descobrimos que essa residência é a sede de um culto abusivo, uma comunidade de pessoas perdidas que se sujeitam ao dominador Patrick (John Hawkes) – algo semelhante a seita de Charles Manson. A garota busca auxílio com a irmã Lucy (Sarah Paulson) e seu marido (Hugh Dancy). O casal acolhe Martha e passa a ter problemas com as atitudes pouco comuns da jovem.

Assombrada pelas recordações dolorosas dessa experiência anterior, Martha apresenta calmamente o que foi habitar uma comunidade que abdica dos valores contemporâneos para viver numa ideologia do passado. Homens e mulheres não dividem a mesa durante as refeições, os alimentos são cultivados em uma horta ou caçados na floresta, não há interferências tecnológicas, a única diversão é através de instrumentos musicais. A situação complica quando essas ações retrógradas ganham ares cada vez mais invasivos.

O líder Patrick comanda a comunidade de forma machista, aproveitando da ingenuidade de seus companheiros alienados. Ele pode, quando quiser, dormir com qualquer uma das mulheres do grupo. Se precisa de dinheiro, obriga que os habitantes solicitem o montante às suas famílias. E, junto com seus comparsas, realiza assaltos a casas luxuosas. Esse ambiente violento, tanto como físico como psicológico, torna-se cada vez mais sufocante para Martha.

Na casa da irmã, a garota deveria buscar a reintegração com a família após ter sumido por dois anos. Porém, na verdade, ela demonstra estar ali como hóspede. E o pior: comporta-se como uma selvagem, não sabendo o que é certo ou errado, demonstrando como a seita interferiu no inconsciente de Martha, deixando-a sem controle de suas atitudes. Ao na mesmo tempo, a narrativa começa a sugerir que os acontecimentos na comunidade podem ser alucinação da garota.

O roteiro não busca oferecer respostas. Ficamos sem saber porque Martha foi parar no culto, de que maneira esses hábitos bizarros foram desenvolvidos e muito menos o que acontece com ela ao término de sua estada na casa da irmã. Certas sequências colocam espaço e tempo em dúvida, como quando ela telefona para a casa do grupo. E, por fim, o filme ainda questiona a ordem dos fatos na narrativa. Certamente esses são exemplos de que a intenção é originar um quebra-cabeças a fim de confundir o espectador. Ou então conferir caráter cult à produção.

Se a confusão mental não é muito atrativa, o filme tem seu valor na qualidade técnica: brilhante direção (é do estreante Sean Durkin toda carga dramática e o tom melancólico da produção), fotografia (tons pastéis de uma beleza sublime), edição (fusões inteligentes entre passado/presente) e boas atuações de todo elenco, principalmente, de Elizabeth Olsen - surpreendente como a protagonista arisca e de poucas palavras. Apesar do aparato de produção funcionando, o roteiro perturbador e capaz de provocar um nó na cabeça deixa a sensação de vazio, de história incompleta. Assim, “Martha Marcy May Marlene” é uma experiência desconfortante.

Nota: 5,8

Ganhar ou Ganhar - A Vida é Um Jogo

Paul Giamatti é o cara mais chato do planeta. Disso não há dúvidas. Salvo “Anti Herói Americano” e “Sideways”, em que ele ainda era “fresh” no mercado, os seus filmes são tão apáticos como ele. Basta assistir “A Dama da Água”, “Almas à Venda”, “A Minha Versão do Amor” e este “Ganhar ou Ganhar – A Vida é Um Jogo”.

Para não variar nem um pouco, Giamatti interpreta o mesmo personagem de sempre: um homem fracassado e sem esperanças. Dessa vez, ele é Mike Flaherty, um advogado que vê seus clientes diminuírem semanalmente e, para não entrar no vermelho, solicita ser tutor de um vizinho com problemas mentais. Ao invés de deixar o velho em sua própria casa, despacha- o para um asilo. Em seguida, o neto, um rapaz de uns 15 anos, vem procurar auxílio com o avó depois que sua mãe é internada em uma clínica de reabilitação.

A partir desse momento, o filme ganha fôlego. O garoto é amparado pelo advogado e sua esposa Jackie (Amy Ryan) e revela-se um promissor lutador de wrestling, motivando a equipe do colégio onde Mike tira um ganho extra como treinador. E, assim, quando a narrativa parece estar tomando um rumo interessante, surge a mãe do jovem para complicar a situação e tornar tudo banal.

“Ganhar ou Ganhar” encerra sem chegar a lugar algum. Fica bem longe desenvolver uma mensagem válida sobre o jogo da vida. Pior que isso, não apresenta nada de novo para o gênero drama/indie/alternativo. O que o filme tem de bom é a presença de Amy Ryan, que, apesar de ter sido indicada ao Oscar por “Medo da Verdade, ainda não ganhou um papel à sua altura. As melhores cenas são dela com o garoto.

Nota: 5,5

Daybreakers


Numa época em que os vampiros são classificados como seres sem presas, que brilham na luz e não se alimentam de sangue humano, a produção “Daybreakers” surge, ao menos, para tentar honrar a originária fama dos sanguessugas. A história se desenrola a partir de uma situação nova no gênero: quase totalidade da raça humana se transformou vampiro. Os poucos que sobraram vivem escondidos e sob a constante ameaça de servirem como alimento para a população dos dentuços. Na escassez de sangue puro, a expectativa de vida torna-se mínima, reduzindo os morto-vivos em subespécies horrendas, que, desesperadas matam os demais vampiros para se alimentar.

A situação é de caos e medo na cidade em que se passa a trama. Cartazes com figuras das Forças Armadas promovem a captura dos humanos. O governo prevê que o estoque de sangue deve terminar em menos de um mês. Essa atmosfera é retratada com imagens azuladas e escuras, pouca utilização de trilha sonora e alguns sustos. A produção inicia com a tensão necessária para se tornar um ótimo exemplar dos filmes de vampiros.

“Daybreakers” não sustenta o argumento inicial porque decide transitar através de desdobramentos comuns, sem aproveitar o diferencial do projeto e direcionando a narrativa até uma matança de vampiros chata que ao invés de assustar dá sono. Ethan Hawke e Sam Neil – sem comentar a péssima Isabel Lucas - estão ali para pagar o aluguel, já que não se esforçam para aparentar que são sugadores de sangue. O reduto do filme é aproveitar que o gênero está em alta e tentar descolar um espaço ao lado de “Anjos da Noite” na locadora. Até porque as diferenças entre os dois não são muitas.

Nota: 5

Cadê os Morgans?


Esta é terceira parceria de Hugh Grant com diretor Marc Lawrence. Os dois já trabalharam juntos em “Amor à Segunda Vista” e “Letra e Música”. Nesse sentido, “Cadê os Morgans?”, assim como os demais filmes do cineasta, é uma comédia romântica previsível que vale apenas pelos atores coadjuvantes e pelo humor britânico do personagem de Hugh Grant.

No filme, Meryl e Paul Morgan são um casal bem-sucedido que está separado após a traição dele. Na busca de uma reconciliação, os dois marcam de se encontrar e, na saída do restaurante, acabam presenciando um assassinato. Com suas vidas em risco, são mandados para a cidade de Ray, no interior dos Estados Unidos.

A jogada aqui é assistir os novaiorquinos limitados à uma vida sem tecnologia e distante da cidade grande. Sem alternativas, a dupla é obrigada a conviver e redescobrir um sentimento que ainda existia em ambos. Sarah e Hugh não apresentam o carisma necessário para alavancar o filme. Ela aparece sem muita expressão com sua estética plastificada e ele apático e desmotivado com as situações que enfrenta.

Na falta de química dos protagonistas, quem se destaca são os coadjuvantes Sam Elliot e Mary Steenburgen, como o casal caipira que abriga as testemunhas em sua casa. Os veteranos aproveitam o tempo em cena e tornam seus personagens mais interessantes que os astros. Também ganham a simpatia, a dupla de assessores que cuidam das agendas lotadas dos Morgans.

Apesar dos clichês recorrentes do gênero, “Cadê os Morgans?” apresenta um humor irônico que salva a produção – graças ao personagem de Grant. Quanto ao resto, é mais do mesmo.

Nota: 5,5

Adam


Adam é portador da Síndrome de Asperger, uma doença semelhante ao autismo que pode causar dificuldade na interação social, falta de empatia, interpretação literal das coisas, e outros sintomas. Após perder o pai, ele se vê desamparado, sem alguém para ajudá-lo nas atividades diárias. Essa carência é preenchida com a presença de uma jovem e simpática vizinha que recentemente mudou-se para o prédio.

Apesar de abordar um tema interessante e pouco conhecido, o filme não discute a situação de Adam com a doença. O espectador testemunha apenas a representação de uma pessoa com dificuldades de se comunicar e termina não sabendo muito além disso. Adam está na frente da câmera, mas é difícil entender o que se passa com ele. A produção não aprofunda o assunto e deixa o motivo central do projeto esvair-se para camadas mais superficiais, direcionando o foco nos olhares vazios de Hugh Dancy (esforçando-se por prêmios) e na tentativa de romance do seu personagem.

O roteiro é tão pouco inspirado que cria tramas secundárias envolvendo os pais da namorada para aumentar a duração e gerar mais conflitos na trama. O conjunto desses elementos é tão insosso, que “Adam” não desperta sentimentos fortes, apenas indiferença.

Nota: 5,0

Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas


O propósito do seriado televisivo “Os Normais” era apresentar situações comuns do dia-a-dia que levassem as pessoas à loucura. O texto inteligente e afiado de Fernanda Young e Alexandre Machado dificilmente decepcionava e a dupla Luis Fernando Guimarrães e Fernanda Torres interpretaram os personagens de suas vidas: Rui e Vani, um casal neurótico e completamente maluco que não tinha como não cair no gosto do público.

Três temporadas depois e um filme no currículo, eis que chega um novo longa-metragem: “Os Normais 2”. Após o estrondoso sucesso da primeira incursão no cinema, a expectativa com essa seqüência era das mais altas. Inicialmente o filme ficou conhecido pela subtítulo “Ménage a trois”, e bem que poderia seguir com ele, já que a produção gira em torno da aventura do casal em busca de uma terceira para pessoa para fazer sexo.

A sensação é de que “Os Normais 2” é um episódio estendido. Seus míseros 75 minutos logo terminam e a superficialidade da trama fica evidente, ressaltando a fraca história que não merecia ser levada às telas. Também não existe uma linguagem cinematográfica eficiente, é muito semelhante à da série. Os atores principais e nem mesmo os coadjuvantes demonstram empolgação com o projeto. Apesar de toda essa carência, Rui e Vani seguem sendo personagens muito queridos do público e somente pelo retorno deles que a sessão tem seu valor.

Nota; 5,0

O Segurança Fora de Controle


No cartaz original do filme está escrito: “Right now, the world needs a hero (agora mesmo, o mundo precisa de um herói)”. É chocante constatar que o suposto herói proposto é Ronnie Barnhardt, um segurança de shopping completamente maluco – digno de cadeia. O cara é um ser desprezível: racista ao extremo, utiliza drogas em pleno trabalho, bate em crianças e toma as atitudes mais estúpidas. A frase do pôster pode estar brincando com a situação, sendo até mesmo irônica, mas a narrativa abraça essa figura e enaltece o personagem revoltante.

O ponto de partida é bastante interessante e seu desenvolvimento inicial comprova isso. O dia-a-dia mesquinho de Ronnie muda quando um pervertido passa a atacar no shopping expondo para os clientes suas partes íntimas. O segurança enxerga nessa ação a chance de mostrar que é capaz de prender um criminoso, conquistar o amor da sua vida, a atendente na de uma loja feminina, e ainda ingressar na polícia. Seus sonhos encontram um obstáculo na figura do detetive Harrison que assume o caso e tira Ronnie da jogada.

O filme começa divertido, por vezes, soando grosseiro – mas algo ainda esperado numa comédia. Porém, aos poucos as situações tornam-se cada vez mais ofensivas, de um humor negro desconfortável e o personagem que deveria gerar no mínimo um pouco de simpatia torna-se detestável. A salvação do projeto são os bons atores: Seth Rogen é convincente até demais no papel principal e Anna Faris e Ray Liotta são ótimos coadjuvantes.

Ao término do filme é normal questionar o estado mental de uma criatura que escreve um roteiro desses, que só pode ser alguém doente da cabeça. Mesmo assim, apesar das brincadeiras de mau gosto, “Observe and Report” tem seus momentos engraçados.

Nota: 5,0

Eu Te Amo, Cara


Às vésperas de seu casamento, Peter Klaven percebe que não possui amigos homens para convidar como padrinho. Inicia então uma busca por um cara que seja verdadeiramente seu amigo, nem que para isso tenha que desenvolver uma amizade às pressas. Após algumas investidas mal sucedidas ele bate um papo sem pretensão alguma com o excêntrico Sydney Fife. Surge entre ambos uma amizade honesta que colocará Peter em algumas enrascadas.

O roteiro de Larry Levin e do diretor John Hamburg deixa escapar a grande oportunidade de explorar o universo da amizade masculina e desvia o curso para situações sem a menor graça, apoiando-se em cenas escatológicas e de pouca empatia. A premissa de alto potencial revela-se um texto raso e típico das demais comédias americanas.

Ao menos, espera-se mais de Paul Rudd que andava destacando-se em projetos anteriores, como o divertidíssimo “Modelos Nada Corretos (ou “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”). Jason Segel, do seriado “How I Met Your Mother”, apresenta o mesmo personagem de estilo desleixado e repugnante já visto em filmes como “Ressaca de Amor”. A combinação de todos elementos de “Eu Te Amo, Cara” não formam uma junção digna de divertimento. O filme possui raros momentos interessantes, mas não justificam o valor total do ingresso.

Nota: 5,0

Segurando as Pontas


Olha que nem chapado dá para aproveitar a sessão de “Segurando as Pontas”. O filme foi concebido pela turma de Judd Apatow, que antigamente realizou os ótimos “O Virgem de 40 Anos”, “Ligeiramente Grávidos” e “Superbad”. Após a trilogia, o roteirista, produtor e diretor envolveu-se em projetos sofríveis ou no mínimo questionáveis, como “Quase Irmãos”, “Ressaca de Amor”, “Zohan”, “Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor” e esta produção aqui.

Para começar, “Segurando as Pontas” não é terrível. A ousadia em trabalhar a maconha como um de seus principais temas tinha tudo para render uma engraçadíssima comédia. O resultado é morno. No início até empolga, mas logo desanda pela falta de graça. A extensa duração massacra o filme e as cenas de ação próximo ao final já não possuem chance de levantar a moral do projeto.

Na trama, Seth Rogen trabalha fumando maconha e entregando mandatos judiciais. Após presenciar um assassinato, ele procura seu traficante e acabam os dois sendo perseguidos pelos criminosos. James Franco rouba a cena como o eterno chapado Saul Silver, companheiro de fuga. O restante são poucas cenas merecedoras de atenção, muitas beirando o humor pastelão e com personagens caracturais. Desta vez parecia que Judd Apatow iria acertar. Será que ainda vai demorar?

Nota: 5,5

What Just Happened


Eu que pergunto! O que está acontecendo??? Robert DeNiro mais uma vez se mete em roubada. E se não bastasse, levou com ele um super time de estrelas: Sean Penn, Catherine Kenner, John Turturro, Robin Wright Penn, Kristin Stewart e Bruce Willis. Porém, quem sai pior da experiência é o astro principal.

Baseado no livro de Art Linvin, a produção narra as peripécias reais de um produtor de cinema em Hollywood. DeNiro interpreta o charmoso protagonista e, incrivelmente, é um de seus melhores papéis nos últimos anos. O entrave do projeto é a chatisse do roteiro, que não faz a crítica que tanto alarde e muito menos diverte.

A consequência é um entretenimento praticamente vazio – triste para o diretor de pérolas como “Bugsy”, “Rain Men” e “Mera Coincidência”. Ainda mais prejudicado é o ator que encabeça o longa, já que aos poucos vai perdendoa confiança do público ao demonstrar ser péssimo em escolher novos projetos.

Nota: 5,0

Amor e Inocência


Muito se fala dos romances de Jane Austen (Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade), mas da vida particular da escritora pouco se sabe. Em Amor e Inocência, pode-se descobrir uma jovem destemida, não tão inocente como o título nacional sugere, mas uma romântica consciente de suas escolhas.

Conhecida mundialmente por seus clássicos da literatura, Jane teve uma vida que renderia um livro ou filme, como é esse o caso. E olha que demorou para os produtores de Hollywood se darem conta disso! A queridinha Anne Hathaway encara o desafio de viver a sensível protagonista e James McAvoy fica com o papel do arrogante Tom Lefroy – interesse amoroso de Jane.

Dessa vez, os dois jovens astros, bastante talentosos por sinal, não conseguem o brilho já habitual em cena. Quase que no automático, os atores, assim como o filme, contam a história da escritora. A estrutura que o diretor Julian Jarrold (Kinky Boots – Fábrica de Sonhos) dá para o longa também não contribui para envolver o espectador. Sem grandes atrativos em sua narrativa, a trama só ganha a consistência necessária perto do fim. Uma pena.

Nota: 5,5

A Lista - Você Está Livre Hoje?


Por essa ninguém esperava: A Lista é um filmeco de quinta categoria vestido de produção elegante. Hugh Jackman e Ewan McGregor embarcaram nessa roubada com o diretor iniciante Marcel Langenegger. Mas, não vá colocando a culpa no pobre coitado!

Langenegger apresenta um bom trabalho na direção, envolvendo o público com sua história, utilizando belas locações e uma fotografia estilosa. Ewan McGregor também não desmerece o projeto. O ator retorna aos seus papéis de início de carreira quando vivia interpretando sujeitos tímidos ou “gente comum”.

À mando de seu novo “amigo”, Jonathan entra num misterioso clube sexual para homens poderosos e mulheres sem tempo de amar. O deslumbramento é imediato, principalmente, quando conhece em um desses encontros uma jovem que pode ser a mulher de sua vida. Porém, nada é o que parece.

A Lista começa bem interessante e conforme vai avançando perde sua força ao mostrar como é previsível e banal. Um thriller onde o roteiro é o elemento-chave, os demais quesitos por mais que estejam no lugar certo não compensam. Assim como o título original, o desfecho supostamente surpreendente é uma decepção.

Nota: 5,0

Três Vezes Amor


Ryan Reynalds aos poucos mostra-se mais seguro em suas atuações. Em Três Vezes Amor, ele convence como o pai de Abigail Breslin e ainda apresenta o amadurecimento de seu personagem em vários flahsbacks.

O resumo dessa mistura de drama com comédia romântica é apresentado sobre a perspectativa de Will Hayes, um homem de 30 e poucos anos que está se divorciando da esposa e tem uma filha pequena. Ele relata para a menina suas aventuras amorosas e ela tenta descobrir qual das três mulheres que Will se envolveu é a sua mãe.

Entra em cena a loira, a ruiva e a morena: todas são uma delícia. O time é composto por Elizabeth Banks, Isla Ficher e Rachel Weisz. Rapaz de sorte hein! Quanto ao resto, o filme é até interessante, mas estende-se demais. Sem grandes ousadias, é mais uma dramédia que tenta ser simpática. Dá para assistir, mas não entusiasma.

Nota: 5,8

Um Beijo Roubado

O título original desse longa-metragem é mais coerente do que o lugar-comum Um Beijo Roubado. Para quem não sabe o que é blueberry, a palavra significa mirtilo. Piorou? Mirtilo é uma fruta originária da América do Norte, menor que uma uva e parecida com o acará. No filme, a personagem de Norah Jones saboreia as tortas de mirtilo que ninguém pede no café que Jude Law possui.

Os dois se conhecem por acaso, nesse estabelicimento, quando ela descobre a traição do namorado e precisa de alguém para conversar. Em seguida, empanturrada de torta, ela adormece. No dia seguinte, decide mudar de vida e parte em uma jornada para o interior dos Estados Unidos, fugindo de Nova York. Pelo caminho, ela escreve cartas para o “amigo” do bar e encontra pessoas que também estão perdidas.

Escrito e dirigido pelo chinês do momento, Wong Kar-Wai (Amor à Flor da Pele), o projeto criou uma expectativa imensa tanto pelo nome do diretor quanto pelo elenco. O argumento interessante acaba naufragando em uma trama irregular, que favorece as histórias secundárias e diminui a principal. Falta impacto e sentimento na tela. A tão comentada atuação de Norah Jones deixa a desejar. Sua interpretação sem verve é prejudicada pela personagem de intensidade fraca.

O filme abriu o Festival de Cannes no ano passado e não empolgou. Ao todo, não é uma obra sofrível. A maravilhosa fotografia e o time de apoio com Jude Law, Natalie Portman, Rachel Weiz e David Strathairn ajudam a melhorar o resultado. Porém, ainda assim, Um Beijo Roubado é decepcionante.


Nota: 5,0