O Leitor


Stephen Daldry acerta pela terceira vez consecutiva e engata mais uma obra de respeito. O filme recebeu uma série de indicações em festivais e arrecadou alguns prêmios, principalmente para Kate Winslet. O cineasta de “As Horas” conta uma história bastante interessante que mistura um romance “proibido” com questões referentes ao nazismo.

“O Leitor” pode ser dividido em três atos, sendo que o primeiro é, certamente, o melhor deles. O romance entre um jovem de quinze anos e uma mulher beirando os quarenta é tratado de forma sensual e sem preconceitos. A construção das imagens e da narrativa é de uma delicadeza sublime.

O segundo capítulo refere-se a grande revelação do longa, que por mais que tenha entregue o segredo muito longe do final, ainda reluta em deixar um clima de mistério. O último ato acontece na atualidade quando o protagonista é vivido por Ralph Fiennes e relembra sua infância e adolescência.

Não tem como negar que a força motriz do projeto é Kate Winslet, na interpretação de uma mulher amargurada e de atitudes duvidosas. O novato David Kross também surpreende com um carisma no ponto. “O Leitor” como produto é muito bem acabado, e como entretenimento é um filme sofrido.

Nota: 7,5

1 comentários:

Daniela Agendes disse...

Nem assisti a esse filme ainda, mas acho que a Kate mereceu os globo de ouro pelo trabalho que ja fez ate hj. Legal q o filme parece bom, por tua descriçao.

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