
Clint Eastwood é um rabugesto veterano da Guerra da Coréia que vive em um bairro dominado por imigrantes asiáticos. Após a morte da esposa, ele passa a alimentar uma revolta contra a própria família, o padre que tenta ajudá-lo e os “bárbaros” que moram nas casas vizinhas.
O astro de 79 anos mostra-se completamente à vontade tanto na frente como atrás das câmeras. A direção precisa dá o tom certo para a narrativa tipicamente masculina e sabe trabalhar pouco a pouco com as rachaduras emotivas. O intransigente personagem de Eastwood acaba salvando sem querer a vida de Thao, um garoto oriental que em outra ocasião tentou roubar seu Gran Torino 1972. Surge entre o velho e o moço uma delicada relação.
O projeto foi injustamente esquecido nas principais premiações, e merecia no mínimo algumas indicações – principalmente para a atuação de Clint e sua obra como um todo. “Gran Torino” satisfaz alguns conflitos da trama com certa rapidez (algo inverossímel) e apresenta um bom número de clichês, mas ainda assim é um belo filme. Certamente está entre os melhores de 2008.
Nota: 8,5
1 comentários:
vi este filme no fim de semana e fiquei impressionada. a leveza da amizade q muda a vida do menino faz a dureza do personagem de eastwood ainda mais tocante
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