
Só foi eu que percebi? Nas primeiras cenas de ação, Harrison Ford faz um esforço tremendo para convencer como um Indiana Jones sessentão. Bem que ele tenta ser ágil, a edição também procura dar aquela mascarada, mas não adianta, a lentidão predomina. E assim começa essa duvidosa experiência do retorno de um dos heróis icônicos do cinema.
O projeto não tem o melhor dos prólogos. A demora para esclarecer a sinopse principal deixa o público um pouco perdido. É com quase uma hora de duração que se tem uma visão geral sobre o que o filme trata. O lance das caveiras de cristal é bastante interessante, porém acaba saindo fora dos trilhos quando revela ser uma história de (pasmem!) alienígenas.
Bom, se você perdoar isso, continuamos nossa avaliação. Depois das cenas inicias
É dele a cena de maior adrenalina de toda aventura: seu personagem luta contra Cate Blanchett em cima de um jipe
Homenageando os originais, a belíssima fotografia envelhece a película e dá o clima dos filmes clássicos da década de 80. O que a produção não poupa são os efeitos especiais! A profusão digital é tanta que dificilmente você vai lembrar de alguma seqüência de ação do qual não foi preciso o uso de computação gráfica. Por mais bem feitos que sejam, esses artifícios ressaltam a pirotecnia e quebram o mergulho do espectador na magia do cinema. Algumas vezes são realmente incríveis, já outras são bastante artificiais.
Chegando agora ao grande vilão do filme: o roteiro. Não adianta que a maior falha do longa-metragem é a trama absurda e sem pé nem cabeça. O amontoado de recursos para entreter o público chega ao exagero. São formigas carnívoras, tribos escondidas em lugares secretos, travessias em cachoeiras, areias movediças, bombas atômicas (!), naves espaciais e por aí vai.
Se o filme vale o renascimento do herói? Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal não deixa de ser divertido. Faltou mesmo uma boa história. Da próxima vez também seria bom diminuir na dose de sensacionalismo. Já o crédito à Harrison Ford pode ser considerado garantido, porque quando a inconfundível trilha de John Williams ecoa na sala de exibição não tem como imaginar outro em seu lugar.
Nota: 6,8
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