O Procurado


Logo nas primeiras cenas de O Procurado assistimos um cara saltar de um prédio para outro, e durante esse feito, acertar com precisão na cabeça dos bandidos que o perseguem. A conclusão não podia ser outra: estamos frente à frente a um filme de ação totalmente impossível.

Contornando as cenas de ação nada verossímeis, temos um personagem cativante que dá uma guinada incrível em sua vida. Wesley Gibson (James McAvoy) era um funcionário de repartição até o dia em que é recrutado pela sexy Fox (Angelina Jolie) para fazer parte de uma fraternidade de assassinos profissionais.

As narrações de Wesley são afiadas e com muita ironia, mostrando que a ascenção do personagem é o melhor do projeto. A primeira hora de duração aborda um treinamento violento e a transição de um completo fracassado a um habilidoso matador. Como o próprio personagem diz: “Seis semanas atrás eu era exatamente como você…”. Essas pequenas pérolas elevam esse filme de ação para um nível superior de entretenimento.

A traição surge próximo do final quando algumas reviravoltas colocam tudo a perder. O que antes era extremamente impossível passa a ser gritante na tela – isso acontece porque no início a história seduz o espectador, como sofremos um baque com a nova proposta tendemos a ver essas “façanhas” com outros olhos.

O Procurado tinha tudo para ser um excelente produto de ação, surpreendendo a todos como um dos melhores filmes do ano. James McAvoy firma-se como astro e é o elemento chave da produção. Angelina Jolie hipnotiza cada vez que aparece em cena (e só isso). Apesar da enorme derrapada no final, adrenalina excitante é o que não falta e o que fica é o gosto de quero mais (e melhor).

Nota: 7,5

3 comentários:

Laurício Tissot - vice diretor disse...

Pois é, mister Max, a sacada é colocar um russo que quer norte-americano para fazer um filme baseado numa história em quadrinhos que foi criada para ser vendida para Hollywood. Com uma trama dessa é impossível um final diferente. E convenhamos, se eu disser que Jolie virou um feedback dela mesma é como dar um murro na minha própria cara. Parabéns, Max, tu sempre é o cara...

Laurício Tissot - vice diretor disse...

Eu quiz digitar "um russo que quer ser norteiamericano" by the way

Daniela Agendes disse...

oi max.. vi este filme hoje.. achei a historia envolvente, e realmente o personagem evoluindo eh uma das coisas mais interessantes. Soh entrando no clima eh que da pra curtir aquelas cenas de açao impossiveis (me senti um pouco q nem matrix). achei o desfecho inesperado, pelo menos pra mim, funcionou. ponto ruim: violencia desnecessaria, balas atravessando cabeças.. enfim.. nota 7,8

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