Lua Nova


Mais inexplicável que o sucesso da saga “Crepúsculo” é a existência de um filme/romance como “Lua Nova”. A estupidez da obra é tão grande que ofende qualquer espectador que tenha um pouco de massa cinzenta. A trama consegue estabelecer como base a clássica situação: “eu te amo mas vou te deixar”. Stephenie Mayer deve ter realizado uma pesquisa dos maiores clichês de todos os tempos e escolhido o vencedor para desenvolver esse livro.

Mesmo tentando superar a banal relação entre Bella e Edward, o filme também não consegue apresentar cenas que sequer sejam interessantes. Salvam-se apenas três sequencias entre as mais de duas horas de exibição: a primeira é o sonho de Bella logo depois dos créditos iniciais quando a própria se imagina envelhecida; a próxima cena é a passagem das estações do ano através das mudanças observadas na janela do quarto da protagonista e, por fim, a transformação de Jake em um lobisomem. O restante é uma perda de tempo total – e não vá achando que essas cenas salvam o filme, porque não salvam. Nem sequer valem o ingresso.

Com Edward afastado da jogada (ele mal aparece no filme), Jake serve de consolo para a jovem Bella, que passa a enxergar mais atrativos no garoto a partir do momento que ele corta o cabelo (!). Divida entre um vampiro e um lobisomem, Bella irrita a paciência do espectador com gritos de depressão sem fim ou crises existenciais intoleráveis.

Para movimentar a trama, surgem novos vampiros e uma trupe de lobisomens sem camisa. Talvez seja por isso o sucesso entre o público feminino: dois galãs (ambos aparecem praticamente despidos o filme todo) e esse time de lobisomens. A tentativa desesperada comprova a falta de atrativos da produção e deixa a platéia masculina ainda mais distante.

Assim como em “Crepúsculo”, as cenas de ação não empolgam – apesar do dobro do orçamento do primeiro filme. A afirmativa se comprova quando temos a aparição de Laurent (o vampiro de dreadlocks) que ao invés de deixar o público tenso, acaba apenas evitando que o sono tome conta do espectador. Sem falar nas sequencias de luta nas quais os vampiros viram fumaça durante os golpes. Haja paciência. Ou então, as cenas rodadas na Itália, que deveriam ser o ápice do projeto, terminam como o exemplo perfeito de anticlímax com locações filmadas em plena tarde com a luz do sol chegando a iluminar toda a sala do cinema. Espera aí... estamos falando mesmo de um filme de vampiros? Onde está o universo sombrio e apavorante?

O segundo filme segue deixando de lado as questões sobre os seres fantásticos (vampiros e agora os lobisomens) e opta por focar no mais simplório: o amor da insuportável Bella. Com tantas questões pendentes, a produção novamente ausenta-se das presas dos sanguessugas, da sede por sangue e do caráter sexual das criaturas da noite. Assim, os vampiros de “Crepúsculo” não chegam a ser ameaças em nenhum momento, são mortos-vivos totalmente desinteressantes. Deve ser por isso que Bella e Edward combinam tanto.

No término dos sofríveis 130 minutos, chega-se a conclusão que esse segundo capítulo é completamente dispensável para a saga, já que não apresenta nada de significante. Pode-se tranquilamente pular de “Crepúsculo” para “Eclipse” sem grandes perdas. “Lua Nova” deve agradar os fãs completamente cegos de amor pela saga, porque do resto é o pior filme do ano.

Nota: 2,0

Por favor, assistam “True Blood”.

1 comentários:

Thata disse...

Ridicula sua critica sobre Lua Nova o filme. Se você não tem gosto por esse tipo de filme, não se deve ao direito se quer de insulta-lo tanto os personagens de insuportaveis , quanto de desinteressantes. A sua critica tem que ser construtiva e não do tipo que tenta induzir as pessoas. Com esses tipos de comentário seu maximo realmente sera um mero jornal de noite e cia , ou um programinha a Furg Tv

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